Pesquisar

Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Haiti



Localizado na América Central, o Haiti é um dos países do Caribe, e faz fronteira com a República Dominicana. Próximo das Bahamas e de Cuba a noroeste, Turks e Caicos a norte, e Navassa a sudoeste.
Sua capital e cidade mais populosa é Porto Príncipe. A língua oficial é o francês e o crioulo, e o inglês é cada vez mais falado entre os jovens e o setor empresarial. Pois foi colonizado pela França, e conseguiu sua independência em 01 de janeiro de 1804. É uma República semipresidencialista.
Com uma população de quase 10 milhões de pessoas, é o país mais pobre do continente americano. Cerca de 90% dos haitianos são de ascendência africana, e o resto da população é principalmente mulata, de ascendência mista caucasiana-africana. Uma minúscula minoria tem sangue europeu.
A religião do estado é o catolicismo romano, professada pela maioria da população. Uma parte se converteu ao protestantismo, e alguns haitianos praticam tradições vodu, sem ver conflitos com a fé cristã.
Atualmente sua economia encontra-se destroçada e em ruínas. Seu principal produto de exportação é o açúcar, que era concorrente do Brasil no século XVII. Além de outros produtos como a banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tubérculos e muito mais.
O país que sofre com conflitos e instabilidade política desde sua independência, já passou por
ditaduras, embargos e sanções econômicas determinadas pelos EUA e a ONU, ocupação de tropas estrangeiras como dos EUA (1915-1934) e do Brasil a MIF (Força Multinacional Interina) desde 2004, que ocorreu de uma solicitação de Bonifácio Alexandre, assim que assumiu a presidência do país de acordo com as regras de sucessão constitucional, após o presidente Aristides, que foi acusado de manipular as eleições de 2000, ter deixado o país, depois de conflitos armados, onde os revoltosos assumiram o controle do norte do Haiti.
Para controlar o país que ainda representa uma ameaça para a paz internacional e a segurança na região, por determinação do CS (Conselho de Segurança) foi estabelicida uma Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que assumiu a autoridade exercida pela MIF em 1 de junho de 2004, e para comandante foi designado o General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, do Exército Brasileiro, com um efetivo de 6700 homens, oriundos dos seguintes países contribuintes: Argentina, Benin, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Portugal,Turquia e Uruguai.


domingo, 13 de dezembro de 2009


História das Coréias


Fundação


Os coreanos descendem de tribos migratórias do centro e do norte da

Ásia. O primeiro reino foi fundado em 2333 a.C, após uma aliança de diferentes tribos da região. Dan-Gun, o fundador desse reino, é considerado o pai da civilização coreana.

País foi dominado pela China até o século XX. Em 1910, o Japão anexou a península a seus domínios após vencer a guerra contra a Rússia(1904-1905).

Os japoneses impuseram a Coréia uma feroz dominação. O ensino do idioma foi substituído pelo japonês e houve uma brutal repressão militar no país.


Independência

Com a desculpa de “garantir a liberdade da Coréia”, no final da 2ª Guerra Mundial, os EUA passaram a administrar a parte sul do país, enquanto os soviéticos ocuparam a região mais ao norte, a partir do paralelo 38.

Sem um acordo entre os dois países (EUA e Rússia), que concordavam com a independência da Coréia, a ONU ficou responsável, e em 1948 ficou decidido que a Coréia ficaria dividida em duas nações (politicamente opostas).

No dia 25 de Junho de 1950, o exército da Coréia do Norte atacou as bases militares do sul, dando início à guerra da Coréia. Em poucas semanas, o norte já havia dominado quase toda a península.

Exigindo que a ONU tomasse uma providência, os EUA entraram na guerra vestindo o uniforme das Nações Unidas. As tropas americanas e sul-coreanas conseguiram brecar o avanço dos norte-coreanos na cidade de Pusan, no extremo sul da península. Depois avançaram para o norte, até a fronteira com a China. Motivo pelo qual os chineses ajudaram os norte-coreanos a empurrarem as tropas americanas e sul-coreanas para o sul novamente.

Após a conquista de Seul pelos sul-coreanos, os ataques cessaram no dia 27 de julho de 1953.

A guerra provocou a morte de 3 milhões de coreanos, cerca de 1 milhão de chineses e 50 mil americanos. Deixando milhares de desabrigados.


Coréia do Sul


Ao final da guerra o PIB da Coréia do Sul era comparável ao das nações mais pobres da África. Hoje, a Coréia do Sul tem um padrão de vida semelhante ao de alguns países europeus. Um caso de sucesso entre os países em desenvolvimento.



Coréia do Norte


Já a Coréia do Norte, além do programa nuclear que continua provocando atritos com a comunidade internacional, promoveu o empobrecimento da população com o isolamento do país e seu governo comunista e política militarista. Embora argumentem que não há analfabetos no país, e o sistema de saúde estatal atende toda a população.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

História dos EUA



História dos Estados Unidos da América


Na América do Norte, os principais países europeus colonizadores foram a Espanha, França e a Inglaterra. Os ingleses que vinham morar no continente eram pequenos e médios proprietários e refugiados políticos e religiosos (protestantes calvinistas) que fugiam da perseguição da Igreja Anglicana.
Nas primeiras décadas do século XVIII, já estavam formadas as 13 colônias que deram origem aos Estados Unidos.
Os “pais peregrinos” (os primeiros colonizadores no norte) estabeleceram uma sociedade
baseada no trabalho livre e no artesanato.
Nos territórios sulistas predominou a monocultura algodoeira para a exportação. O solo e o clima eram propícios a culturas como as do tabaco, arroz e depois, algodão, que se tornaria o principal produto. Grandes propriedades do tipo plantation,
baseadas no trabalho escravo. Formando uma aristocracia latifundiária que exerciam o poder político, dando menos espaço a práticas democráticas.

Revolução Americana

As transformações trazidas pela ampliação do comércio e pelo surgimento da manufatura levaram a um novo pensamento, o Iluminismo. Seu correspondente político era o liberalismo.
Esse ambiente de mudanças democráticas influenciou o movimento pela independência, cujo fator principal foi o desenvolvimento econômico das 13 colônias.
O período conhecido como Revolução Americana se inicia com a luta pela independência, 1775, e vai até a promulgação da Constituição, 1789. O movimento separatista começou com as revoltas dos colonos contra a política financeira britânica.





Independência

Em 1775, um destacamento inglês em Lexington tentou destruir um depósito de armas controlado pelos rebeldes e encontrou resistência, que a partir daí passaram a se organizar militarmente.
No mesmo ano George Washington, foi nomeado comandante das tropa
s pelo
2° Congresso da Filadélfia.
Uma comissão liderada por Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência
, aprovada em 4 de Julho de 1776 por delegados do território. Inspirada nos ideais do Iluminismo, o documento defende a liberdade individual e o respeito aos direitos fundamentais do ser humano.
Em 1777, o Congresso Continental, elaborou os artigos da confederação. Pelo documento, os 13 estados estavam unidos pela defesa da liberdade do povo, contra a tirania, e por uma política externa comum.


Constituição

Em 1781, o exército inglês rendeu-se. O Tratado de Versalhes, de 1783, reconheceu a independência dos Estados Unidos da América. Que adotou a república federativo presidencialista como forma de governo, e a separação dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário. Foram estabelecidos direitos civis e políticos. O voto era censitário (exclusivo dos proprietários).
O primeiro presidente dos Estados Unidos foi George Washington.


Expansão territorial

Os EUA mantiveram a característica dos colonizadores ingleses no novo continente: a contínua expansão.
A conquista do oeste é também a história do massacre das tribos indígenas, que foram expulsas ou simplesmente dizimadas.
Sua posição contra a ingerência das velhas potências européias na região foi resumida, nessa época, pelo lema “América para os americanos”. Sua expansão prosseguiu: na guerra contra o México (1846-1848), onde ocorreu a corrida do ouro.




Guerra de Secessão (1861-1865)

Para os industriais do norte, interessados em aumentar as vendas internas, era preciso manter tarifas alfandegárias altas, para proteger seus produtos da concorrência européia. O sul defendia o livre-comércio e se opunha as tarifas. Além disso, o norte era contra a expansão da escravidão para os Estados do oeste.
Em 1860, Abraham Lincoln, um republicano avesso a escravidão, foi eleito presidente. 11 Estados do sul romperam com a união formando os Estados Confederados da América, mas estavam em desvantagem, já que a maioria da população, 20 milhões dos 31 milhões viviam no norte. Os confederados renderam em 1865. No mesmo ano a escravidão foi abolida. Alguns dias depois do fim do conflito, Lincoln foi assassinado por um sulista.
A guerra civil deixou 600 mil mortos e uma legião de negros marginalizados. O sul permaneceu militarmente ocupado por muitos anos. A situação favoreceu o surgimento de sociedades secretas, a mais conhecida é a Ku Klux Klan, que empregavam a violência para perseguir os negros. A situação de segregação racial se manteria oficialmente em vigor por mais um século, até que o movimento por direitos civis, nos anos 1960, conseguisse o fim, ao menos na lei, das praticas raciais.


Expansão Imperialista

Um exemplo foi a guerra Hispano-Americana, em 1898. Baseados na doutrina da “América para os americanos”, os EUA entraram em guerra contra a Espanha, que se recusava a conceder a independência a Cuba. A vitória dos EUA sobre a Espanha marcou o início de seu domínio sobre outros países.
se apossaram de Porto Rico;
passaram a dominar as Filipinas e as ilhas de Guam, além de anexar o Havaí
Cuba também foi cedida aos EUA
em 1903, interviram para separar o Panamá da Colômbia
Nesse período tomou forma a big stick policy , ou “política do grande porrete”, do presidente Theodore Roosevelt (1901-1909). O nome vem de uma frase sua: “Fale macio, carregue um grande porrete e irá longe”.
Em 1904, Roosevelt disse que os EUA se reservavam o direito de intervir na América Latina sempre que os países estivessem em desordem social e política. Desde então, os EUA intervieram em várias partes do planeta para garantir seus interesses econômicos e políticos.
A ex-colônia rebelde tornara-se uma potência e passava a construir um enorme império – com base na força militar e, sobretudo, econômica, que faz com que, hoje, o capital norte-americano represente quase 30% do PIB mundial.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Brasil Colônia


Brasil Colônia


Período Pré-Colonial


  • 1948 - Vasco da Gama - descoberta de um novo caminho marítimo para as Índias, Portugal passou a ter o monopólio das especiarias orientais.
  • 1500 - Pedro Álvares Cabral - em meio a expansão comercial, descobre o Brasil, mas logo percebem que a nova descoberta não oferecia o que a economia portuguesa da época mais procurava: comércio e metais preciosos. Então Portugal enviou expedições destinadas ao reconhecimento da terra e a manutenção de sua posse.

Fase do Pau - Brasil
  • exploração do pau-brasil;
  • escambo (troca de bugigangas por mão-de-obra) entre os portugueses e os indígenas;
  • Tratado de Tordesilhas - entre Portugal e Espanha, que dividia as terras recém descobertas. Os países que ficaram fora do tratado (Holanda, Inglaterra e França), atacaram o Brasil durante 30 anos.;
  • Fernão de Noronha - comerciante português, recebeu a 1° concessão da Coroa Portuguesa para a exploração do pau-brasil, em 1502. Da onde vem o nome de ilha Fernando de Noronha.

As Expedições

Exploradoras
  • 1501 - a primeira expedição, comandada por Gaspar de Lemos;
  • 1503 - a segunda expedição, comandada por Gonçalo Coelho, trouxe Américo Vespúcio que constatou que o Brasil fazia parte do continente.

Guarda-costas
  • 1516 e 1526 - comandadas por Cristóvão Jacques, para o policiamento do litoral e expulsão dos franceses. Sem muito sucesso, devido a grande extensão do território colonial.





A Colonização

Foram três fatores principais que levaram Portugal a colonizar o Brasil:
  • decadência do comércio português, devido a grande concorrência estrangeira, aos elevados custos com transporte e manutenção de entrepostos;
  • a crise econômica por que passa Portugal, resultado da decadência do comércio Oriental;
  • receio de perder o território, ou parte dele para outros europeus, especialmente os franceses que lideravam o contrabando do pau-brasil.
A primeira expedição colonizadora é enviada por D. João terceiro, em 1530, comandada por Martin Afonso de Souza, com o objetivo de iniciar a ocupação da terra por colonos portugueses, exploração econômica do território, o combate e expulsão dos corsários estrangeiros, procurar ouro e fazer um melhor reconhecimento geográfico do litoral.
A colonização adotou um contexto mercantilista , dando o monopólio comercial a burguesia portuguesa, que comprava os produtos coloniais pelo preço mais baixo, revendendo-os na Europa. E revendia os produtos europeus dentro da colônia com o preço mais alto possível.


A Economia Açucareira

O açúcar era conhecido pelos europeus desde a época medieval, trazido pelos cruzados do Oriente.
Cultivado em pequena escala no sul da Itália, distribuído pela República de Veneza, que o vendia em gramas, dado ao seu grande valor.
Passou a ser mais consumido quando Portugal começou a produzi-lo nas ilhas do Atlântico (Madeira e Cabo Verde), e a Holanda à distribuí-lo.
Portugal resolveu a sustentar a empresa colonial com a produção açucareira. Os fatores principais que compõem a estrutura da economia açucareira são:
- grandes propriedades;
- monocultura;
- mão-de-obra escrava;
- produção voltada para o exterior; e
- participação holandesa (investimentos, transporte, refinação e distribuição na Europa).

O Engenho - A unidade de produção - era a unidade produtiva da economia açucareira. Localizado no interior da grande propriedade, sendo composto pela casa grande, senzala, capela e casa do engenho.
Casa Grande - residência do senhor de engenho e centro de comando de toda a atividade econômica e social do engenho.
Senzala - grande galpão onde habitavam os escravos negros, em precária situação, as vezes amontoados uns aos outros.
Capela - onde se realizavam os serviços religiosos, e centro de reunião nos batizados, casamentos e funerais.


A Sociedade Açucareira




baseada essencialmente em duas classes opostas:
apresentava carater rural, pois as relaçoes de produção e quase todas sociais se davam no campo
baseada na posse de terras, era estratificada() senhor de engenho/escravo
patriarcal – em virtude dos grandes poderes acumulados pelos senhores de engenho, tanto na familia quanto na sociedade


Capitanias Hereditárias



Foi o primeiro sistema de governo do Brasil
De acordo com a falta de recursos próprios para implantar um sistema administrativo em sua colonia, Portugal transferiu o ônus da colonização para a empresa particular. D. João III dividiu o Brasil em 14 capitanias, perfazendo 15 lotes, distribuídos a 12 donatarios. O donatário passaria a ser a autoridade máxima dentro de sua capitania, e com sua morte a administração passaria para seus herdeiros.

Fatores que levaram Portugal a escolher o sistema de capitanias hereditárias:
a experiência anterior nas ilhas do Atlântico
Portugal não tinha condições financeiras para arcar com as despesas na montagem de aparelho administrativo

Documentos básicos da ligação jurídico-politica entre os reis de Portugal e os capitães
Carta de doação – conferia ao donatário a posse hereditária da terra, podendo ele venda-la ou doa-la apenas para Portugal
Carta Foral – estabelecia os direitos e deveres dos donatários relativos a exploração da terra, como:
escravizar índios;
criar vilas e distribuir sesmarias (distribuir terras para a produção)
- pagar 10% nos lucros sobre todos os produtos da terra, assim como o quinto sobre os metais preciosos encontrados (20% do metal)
- as capitanias em geral fracassaram, com exceção de Pernambuco e São Vicente, diante do fracasso, Portugal estabeleceu o Governo Geral

As causas que levaram o sistema de Capitanias Hereditárias ao fracasso:

- falta de recursos financeiros de alguns donatários;

- ataques indígenas;

- dificuldade de comunicação entre Portugal e as Capitanias

O Governo Geral

Complementava as capitanias hereditárias, centralizando a administração colonial e coordenando a ação dos donatários.

A Bahia foi escolhida para a instalação do Governo Geral por se localizar no centro do litoral da colônia. Foi paga uma indenização aos herdeiros do donatário Francisco Pereira Coutinho.

O regimento (conjunto de normas) estabelecia a instalação de um aparelho administrativo composto:

- ouvidor-mor: responsável pela justiça;

- provedor-mor: responsável pelos negócios da fazenda;

- capitão-mor da costa: encarregado pela defesa do território;

- alcaíde-mor: chefe da milícia, ou tropas de segunda linha.

Os primeiros governadores gerais foram:

- Tomé de Souza (1549-1559)

- Duarte da Costa (1553-1558)

- Mem de Sá (1558-1572)

Câmaras Municipais

Órgãos políticos compostos pelos homens-bons (ricos proprietários), que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nessa fase.

Tiveram seus poderes reduzidos com a criação do Conselho Ultramarino, 1642, quem implantou uma política de extrema centralização administrativa.